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Criallus

O ano era 2019, durante o curso de Bacharelado em Moda, quando eu, Ana Beatriz, decido ter uma loja de ecobags. A ideia surgiu com um outro nome e a partir da necessidade de uma estudante querer uma sacola grande e personalizada para carregar réguas, tesouras, tecidos e afins. Com uma ecobag feita apenas para mim, usando as técnicas aprendidas nas aulas de costura, os pedidos de alguns amigos se iniciaram. Imaginei o conceito, tracei um propósito de marca -visando sempre o cuidado de um produto feito à mão- comprei os materiais, criei a conta e rapidamente atingi um número significativo de clientes, amigos e admiradores, pelo fato de na época não ter tantas lojas com esse conceito de fazer uma ecobag com arte personalizada. Começo 2021 com a marca tendo seu nome registrado como Criallus®, um rebranding pensado, um conceito afinado, mas ainda com o mesmo propósito de um trabalho feito de perto e à mão. Hoje, muito mais aprimorada, nossa ecobag conta com bolso interno, botão de ímã pra fecho e gancho lagosta para pendurar chaves, o que a difere de outras no mercado. O objetivo agora é expandir nossa esteira de produtos e trazer muito mais praticidade sem perder o estilo com nossas criações.

Temos uma produção que na sua maioria é por encomenda, já que dessa maneira evitamos um estoque parado e, há pouco tempo, decidimos implementar lançamentos de drops com uma quantidade limitada de ecobags. As artes são pensadas na mesma linha de raciocínio para se desenvolver uma coleção, ou seja, é importante que haja conexão entre as artes feitas. A escolha, dessa vez, foi seguir na direção dos raios, ou melhor, do Movimento arquitetônico do Raio-que-o-Parta. Essa estética cerca minha vida desde que estava na faculdade e precisei fazer um trabalho com esse tema. Hoje ele volta no meio de tintas, pincéis e tecidos. Desenvolvi três artes: uma casa de esquina, que fica na llha do Marajó e que chamou minha atenção quando a vi ao vivo pela primeira vez e sempre que penso em casa com personalidade e história, lembro dela; um compilado de quatro casas com diferentes fachadas, que nomeei como Vila Raio-que-o-Parta; e uma apenas com o recorte da parte superior da casa. Esse tema desperta sensações em quem conhece ao menos de vista essas casas, essa memória afetiva surge sempre que nos deparamos com uma criação que usa os cacos de azulejo como elemento principal e evoca um resgate de lembranças, seja por saber a fundo a história do Movimento, seja por apenas ser atingido visualmente pelas cores e formatos.

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